Na última sexta-feira (25), o governador do estado do Maranhão, Flávio Dino, afirmou ter sido ameaçado de morte após nomear candidatos aprovados no último concurso da Polícia Militar. Segundo governador, quando ocorre a nomeação de novos profissionais para a polícia, ele recebe xingamentos, agressões verbais e desta vez, ameaça de morte.

Através de publicação feita em rede social, Flávio Dino declarou que a situação passará por investigação, para que os autores sejam identificados.

Após isso, a comissão representativa dos 1.800 candidatos aprovados no concurso de 2017 emitiu uma nota de esclarecimento na qual nega que os ataques ou ameaças tenham partido do grupo. No texto, a comissão afirma que os aprovados não estão posicionados contra o governo ou o governador, mas buscam os seus direitos.

Confira nota na íntegra:

“Diante dos últimos post’s do Governador Flavio Dino, relacionados aos aprovados no concurso da Polícia Militar, a comissão vem através desta nota se manifestar:

Primeiro afirmar que toda e qualquer forma de ameaça, agressão ou qualquer tipo de violência não representam os 1.800 soldados que concluíram o CURSO DE FORMAÇÃO DE SOLDADOS (CFSD) e não foram nomeados; em consonância a isso não concordamos com a postura do governador do estado em colocar essas atitudes na “conta” de pessoas que estudaram bastante e tiveram vários gastos financeiros, com o objetivo de servir o Maranhão.

Na internet existem diversos fake’s, pessoas que usam a internet para falarem coisas absurdas. Que seja investigado e responsabilizado individualmente.

Mas essa postura de culpar os aprovados foi um ato impensado, haja vista, que caso tenha ocorrido, não foi por parte da maioria, nem mesmo da comissão. Um ou outro fake não representa o que ele chama de “CR”.

Ratificamos que sempre cobramos nossas nomeações nas redes sociais, e isso de forma alguma deve ser confundido com qualquer tipo de violência. É necessário ter muita responsabilidade quanto a essa analogia e comparação. Continuaremos cobrando nossos direitos, entretanto, atitudes agressivas não representam esse universo de 1.800 pessoas.

Não estamos contra o governo ou até mesmo o governador, estamos apenas buscando nossos direitos diante de várias irregularidades; queremos servir a sociedade maranhense e de forma alguma representaremos violência ou algo similar. Enfatizamos a disponibilidade para diálogo em qualquer meio de comunicação e com o Governo do Estado do Maranhão. E por fim, lamentamos o que tem acontecido na Capital do estado e não podemos desviar de forma alguma o foco desses trágicos acontecimentos. Como cidadãos aguardamos e cobramos as medidas de segurança pública para conter a criminalidade.”

Comissão de Soldados Formados e não Nomeados.