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Mulher é presa em São Luís por integrar grupo investigado por ‘sextorsão’ e lavagem de dinheiro

Uma operação da Polícia Civil do Maranhão prendeu, na manhã desta quinta-feira (21), em São Luís, uma mulher investigada por integrar uma organização criminosa transnacional suspeita de atuar em crimes de extorsão na modalidade conhecida como sextorsão, além de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A ação ocorreu em apoio à Polícia Civil do Paraná e também cumpriu mandados de busca e apreensão. Segundo as investigações, o grupo utilizava perfis falsos em relacionamentos virtuais para manipular vítimas e obter dinheiro por meio de ameaças.

A apuração aponta que o caso começou ainda em 2024, quando a vítima iniciou contato pela internet com um homem que se apresentava como médico oncologista em missão de paz da OTAN na Síria. O modelo usado pelos criminosos segue o chamado “romance scam”, golpe baseado na criação de vínculos afetivos falsos.

Sextorsão

Após conquistar a confiança da vítima e manter um relacionamento virtual, o suspeito passou a incentivar o compartilhamento de fotos e vídeos íntimos. Em seguida, começou a pedir transferências bancárias usando diferentes justificativas. Posteriormente, as cobranças passaram a ser acompanhadas de ameaças de divulgação do conteúdo íntimo nas redes sociais.

De acordo com a investigação, os criminosos chegaram a exigir R$ 20 mil da vítima. As transferências identificadas ao longo das apurações somam R$ 60,3 mil.

As investigações apontam que o grupo atuava de forma estruturada em dois núcleos. O primeiro era responsável pela abordagem das vítimas, manipulação emocional e execução das extorsões. O segundo era formado pelos chamados “conteiros”, pessoas que cediam contas bancárias para receber valores e ajudar a ocultar a origem do dinheiro.

A mulher presa em São Luís, segundo a polícia, fazia parte desse segundo grupo e é suspeita de emprestar sua conta para movimentações financeiras ligadas ao esquema.

Ainda conforme a investigação, beneficiárias das transferências identificadas aparecem em boletins de ocorrência registrados em diferentes estados do país, o que reforça a suspeita de atuação recorrente e divisão de funções dentro da organização.

No Maranhão, a operação foi executada por equipes da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).

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