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Política

Governador Carlos Brandão diz estar sendo julgado por um adversário político, após Dino tirar sigilo de investigações às vésperas das eleições

Redação

Governador Carlos Brandão diz estar sendo julgado por um adversário político, após Dino tirar sigilo de investigações às vésperas das eleições

O governador do Maranhão Carlos Brandão (MDB) divulgou nota nesta sexta-feira (14/8) em resposta à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que retirou o sigilo das investigações da Polícia Federal (PF) que apuram suspeitas de corrupção, desvios de emendas parlamentares, coação de testemunhas e obstrução de Justiça envolvendo integrantes da cúpula política do Maranhão.

Brandão alega que está sendo julgado por um adversário político e que o STF não tem competência para julgar governadores de Estado.

Nos documentos, a PF aponta que o homicídio do servidor público João Bosco Sobrinho Pereira de Oliveira, em 2022, teria sido resultado das fissuras entre os integrantes do esquema criminoso. Segundo a instituição, a organização criminosa teria como provável líder, o governador Carlos Brandão (MDB).

Brandão entretanto, sustenta em nota que o STF não tem competência para julgar casos envolvendo governadores de estado e diz estar sendo julgado por adversário político nas vésperas das eleições. Ainda de acordo com ele, o relatório da PF omite o recorte temporal dos acontecimentos.

O governador, inicialmente, questiona a competência do STF para conduzir a investigação e afirma que a atribuição legal é Superior Tribunal de Justiça (STJ), “ainda que surjam, no curso das investigações, autoridades com foro por prerrogativa de função”. O texto ressalta que, se esse for o caso, “cada uma deve ser direcionada ao juízo competente.”

Outro ponto levantado pelo governador é o recorte temporal da investigação sobre o assassinato de João Bosco, conhecido como caso Tech Office, que ao se concentrar em fatos a partir de 2022, não considera a origem da disputa que teria levado ao crime.

“A decisão omite, porém, a reabertura de um processo administrativo de pagamento que estava arquivado desde 2014, sendo retomado em 2019, e que seria o motivo do homicídio”, afirma o texto.

Segundo a nota, o processo administrativo em questão se tratava do pagamento de uma dívida de cerca de R$ 800 mil à empresa SH Vigilância, reaberto em 2019, quando Flávio Dino era governador do estado e Felipe Camarão, atual vice-governador do Maranhão, comandava a Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

A manifestação destaca ainda que, em 2025, o ministro do STF lançou publicamente o nome de Felipe Camarão como pré-candidato ao governo do estado e que o grupo que se autodenomina “dinista” é hoje adversário político do governador Carlos Brandão.

“Apesar de todos os elementos acima citados, o ministro segue responsável por decisões que impactam diretamente o cenário político do Maranhão”, conclui.