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São Luís

Homem de confiança de Brandão, Raimundo Cutrim é alvo de operação da PF por determinação de Flávio Dino

Redação

Homem de confiança de Brandão, Raimundo Cutrim é alvo de operação da PF por determinação de Flávio Dino

O ex-deputado estadual e ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, Raimundo Soares Cutrim, considerado um dos homens de confiança do governador Carlos Brandão (MDB), foi alvo de uma operação da Polícia Federal por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

A decisão foi assinada na noite da última sexta-feira (17) e autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-secretário. Segundo informações divulgadas neste sábado (18), Cutrim se apresentou à Polícia Federal e passou a cumprir prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas restritivas.

A medida faz parte das investigações do chamado “Caso Tech Office”, processo que apura supostas irregularidades relacionadas a um homicídio ocorrido no Maranhão. A investigação tramitava no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas foi assumida por Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal, após o ministro avocar a relatoria do caso no ano passado.

De acordo com as investigações, Raimundo Cutrim é suspeito de obstruir o andamento das apurações, fato que motivou a determinação das buscas e das medidas cautelares adotadas pela Suprema Corte.

Em reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em março deste ano, a investigação — que corre sob sigilo — aponta suspeitas de utilização da estrutura do Estado para beneficiar pessoas ligadas ao grupo político do governador Carlos Brandão, além de possíveis mudanças de versões em depoimentos, acusações de pagamento de propina e questionamentos sobre a condução do processo.

Ainda segundo a publicação, após assumir a relatoria, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Maranhão que apurava denúncias apresentadas pela esposa do autor do homicídio contra aliados do governo estadual. Na decisão, Dino afirmou haver “perigo de interferência” na investigação federal, justificando a centralização do caso no STF.

O caso segue sob sigilo e continua sendo conduzido pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal.

No passado, Cutrim foi aliado de Dino, quando ele ainda era governador e estava na política.