Maria Ribeiro de Araújo, mãe de Isadora, recebeu um encaminhamento médico para Imperatriz, que devia ser regularizado no Polo de Saúde Indígena de Arame. Ela conta que não teve acompanhamento no polo e retornou ao hospital.
O médico de plantão receitou Azitromicina. Maria comprou o remédio que, segundo ela, foi administrado pelo próprio médico no hospital.

Após a medicação, Isadora não teria reagido bem e, durante a noite, apresentou uma suposta alergia. A mãe relata que ela ficou com o corpo todo inchado e, logo depois, acabou morrendo.
Maria teve gêmeos. Além de Isadora, nasceu também a Isabela. Duas horas e meia depois da morte de Isadora, Isabela começou a vomitar. Os pais da criança alegam que, mais uma vez, não conseguiram apoio do polo e vieram para Imperatriz por conta própria.
No Socorrinho de Imperatriz, Isabela foi atendida e encaminhada para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), após ser diagnosticada com intolerância à lactose.
Após os 22 dias de internação, a bebê recebeu alta e foi com a mãe para a Casa de Saúde do Índio em Imperatriz, onde estão alojadas. A criança está recebendo acompanhamento nutricional e pediátrico e vai permanecer na casa até que esteja recuperada.
A coordenação do Polo Indígena de Arame informou que a criança era acompanhada semanalmente pela equipe de área, como todas as crianças indígenas das aldeias do município.
Ainda segundo a coordenação, no dia do ocorrido, um técnico de enfermagem também acompanhou o atendimento no hospital. Além disso, foi feito um relatório que deve ser encaminhado ao Distrito Indígena, em São Luís, cobrando investigação da causa da morte.