Ônibus urbanos não circulam em São Luís e semiurbanos não entram no Terminal da Cohab
Conforme já esperado e amplamente anunciado durante a semana, a frota de ônibus do sistema urbano de São Luís não opera nesta sexta-feira (13) por causa da paralisação dos rodoviários. Com os coletivos nas garagens, passageiros enfrentam dificuldades para se deslocar nas primeiras horas do dia.
Já os ônibus do sistema semiurbano estão circulando normalmente na Grande São Luís. A categoria informou que quase todas as empresas da região metropolitana seguem em operação. Mesmo assim, os veículos não entram no Terminal da Cohab.
A catraca de acesso ao terminal permanece interditada e os passageiros aguardam transporte do lado de fora, enquanto os coletivos seguem apenas pelos corredores das avenidas.
A paralisação do sistema urbano ocorre após atraso no pagamento do reajuste salarial dos trabalhadores, segundo o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema). Sem acordo com as empresas, a categoria decidiu manter os ônibus nas garagens nesta sexta-feira.
Entenda o impasse
O impasse ocorre em meio a dificuldades enfrentadas pelo sistema de transporte coletivo desde o início do ano, com ameaças de paralisação, interrupções no serviço e redução de linhas. Atualmente, cerca de 4,5 mil a 5 mil trabalhadores atuam no setor na Grande São Luís.
Em fevereiro, após outra paralisação, foi firmado um acordo mediado pelo Ministério Público do Maranhão para garantir a retomada da circulação dos ônibus, com previsão de pagamento integral dos salários atrasados.
Paralelamente, o Ministério Público ingressou com uma ação civil pública cobrando medidas para regularizar o funcionamento do transporte coletivo na capital. Entre as propostas apresentadas está o aumento do subsídio pago às empresas por passageiro transportado, atualmente de R$ 1,35, com possibilidade de chegar a R$ 2,15.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET) afirma que enfrenta dificuldades nas negociações com a Prefeitura de São Luís, responsável pelo repasse do subsídio ao sistema. Segundo o setor, ofícios enviados ao município não teriam recebido resposta, o que levou o caso à Justiça e também ao Ministério Público.
