A Polícia Civil não descarta a possibilidade do envolvimento de mais pessoas no assassinato do pastor e funcionário de uma empresa que presta serviço à Secretaria de Segurança Pública (SSP), Mackson da Silva Costa, de 37 anos, que estava desaparecido desde a última sexta-feira (11) e só foi encontrada morto na noite de segunda-feira (14), no quintal da residência do principal acusado do crime, Saulo Pereira Nunes, de 38 anos. O suspeito está preso e o crime foi motivado por ciúme.

O crime está sendo investigado pela Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), que tem prazo de 10 dias para remeter o inquérito à Justiça.

De acordo com o delegado Felipe César o assassino pode ter tido o auxílio de outras pessoas para praticar o ato, principalmente para ocultação do cadáver. A investigação segue a linha de ter sido um crime premeditado e que tenha havido a participação de mais pessoas.

Testemunhas devem ser ouvidas no decorrer da semana. Já o o Instituto de Criminalística (Icrim) deve emitir resultado de exames periciais feitos no corpo da vítima e no local do crime. OS peritos do Icrim constataram que o golpe de faca atingiu o coração do pastor e fraturou um osso na região do tórax.

O CRIME 

O suspeito desconfiava que a esposa estivesse tendo um caso com o pastor, na última sexta-feira ele mandou a mulher com os filhos para a cidade de Santa Inês e, logo após, conseguiu atrair o pastor até a sua residência no Maiobão em Paço do Lumiar, se passando por ela em uma rede social. A vítima, ao chegar ao local, foi surpreendida com um golpe de faca no peito esquerdo e morreu.

Saulo Nunes revelou que a vítima foi sepultada em uma cova de mais de um metro de profundidade e que ainda jogou concreto em cima do corpo para que não fosse encontrado pela polícia. Na manhã de sábado, 12, ele foi até Santa Inês, onde encontrou com a esposa, mas a trouxe para a capital, junto com os filhos, apenas na tarde de domingo (13).