Temendo perder o mandato, prefeito que matou PM a tiros no Maranhão pede licença para ‘cuidados psiquiátricos’
O prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), que confessou ter matado a tiros o policial militar Geidson Thiago da Silva, formalizou um pedido de afastamento do cargo à Câmara Municipal. O requerimento, segundo o gestor, tem como justificativa a necessidade de cuidar da própria defesa e de sua saúde mental, alegando estar “profundamente abalado”. O afastamento foi solicitado por um período de 125 dias, com possibilidade de retorno a qualquer momento.
Nos bastidores da política local, o gesto do prefeito tem sido interpretado como uma estratégia para evitar a cassação de seu mandato, que pode ser votada pelos vereadores nas próximas semanas. Com a repercussão do crime e o pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Civil do Maranhão, João Vitor estaria articulando para ganhar tempo e evitar um desgaste ainda maior junto à Câmara. O documento enviado à Casa Legislativa também menciona que o prefeito é paciente bariátrico, o que, segundo ele, agravaria seu quadro de saúde emocional e exigiria cuidados psiquiátricos urgentes.
A crise política e institucional em Igarapé Grande se intensificou desde o assassinato do policial. Pressionado por setores da sociedade civil e de seus próprios aliados, João Vitor tenta agora preservar seu mandato diante do risco iminente de cassação.