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Política

URGENTE: MP pede afastamento de Felipe Camarão do cargo de vice-governador

Redação

URGENTE: MP pede afastamento de Felipe Camarão do cargo de vice-governador

O Ministério Público do Maranhão solicitou ao Tribunal de Justiça o afastamento cautelar do vice-governador Felipe Costa Camarão, além de dois policiais militares, no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema de movimentações financeiras suspeitas e possível uso de recursos ocultos.

O pedido, assinado pelo procurador-geral de Justiça, Danielo Castro, tramita sob sigilo e requer a imediata suspensão das funções públicas dos investigados: Thiago Brasil Arruda e Alexandre Guimarães Nascimento, ambos policiais militares, além do vice-governador.

De acordo com o documento, há indícios de um conjunto de operações financeiras consideradas atípicas, incluindo depósitos em dinheiro vivo, transferências entre os envolvidos e uso de terceiros para movimentação de valores, o que levanta suspeitas de ocultação de recursos.

As investigações apontam ainda que um dos policiais teria transferido cerca de R$ 381 mil ao vice-governador, enquanto outro repassou aproximadamente R$ 196 mil, valores considerados incompatíveis com os rendimentos declarados.

Outro ponto destacado pelo Ministério Público é o suposto pagamento de despesas pessoais do vice-governador por terceiros ligados ao grupo investigado, além do uso de recursos para financiamento de publicidade em plataformas digitais, como Facebook e Google, com gastos que ultrapassariam R$ 350 mil.

Para o órgão, a permanência dos investigados nos cargos pode representar risco às apurações, com possibilidade de interferência nas investigações, influência sobre testemunhas e eventual ocultação de provas. Por isso, o MP pede que o afastamento seja concedido em caráter de urgência, sem a necessidade de ouvir previamente os envolvidos.

Na manifestação, o Ministério Público afirma haver um “conjunto robusto de indícios” de práticas como ocultação e dissimulação de valores, além de movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados.

O pedido agora será analisado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão. Até o momento, não houve manifestação oficial dos citados na investigação.

VEJA AQUI O DOCUMENTO