Uma equipe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, foi vista na manhã desta sexta-feira (22) na residência do prefeito de Buriticupu, João Carlos. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o motivo da nova ação no município.
O episódio volta a chamar atenção porque o gestor já havia sido alvo de uma operação do Gaeco em novembro de 2025. Na ocasião, o Ministério Público deflagrou a Operação Acqua Alta, que investigava supostos desvios de recursos públicos e irregularidades em contratos da Prefeitura de Buriticupu.
Segundo as investigações, a empresa Veneza Construções e Locações Eireli teria sido contratada para executar obras que, de acordo com o Gaeco, já haviam sido realizadas na gestão anterior. Os investigadores também apontaram indícios de inexecução contratual e supostos repasses irregulares de valores para servidores públicos, familiares e para a empresa Alpha Construções e Serviços Ltda., apontada como ligada ao atual prefeito.
Ainda conforme o Gaeco, o prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 7 milhões. Até agora, o Ministério Público não detalhou se a movimentação desta sexta-feira tem relação direta com a Operação Acqua Alta ou com uma nova linha de investigação.

