Desaparecimento de irmãos no Maranhão segue um mistério e sem pistas um mês depois
As buscas pelos irmãos desaparecidos em Bacabal, no Maranhão, completam um mês nesta quarta-feira (4) sem nenhuma pista do paradeiro de mãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4. O delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Ederson Martins, integrante da força-tarefa que atua no caso, afirmou que a investigação segue em andamento e que ainda não há conclusão.
— Já temos 30 dias de investigação, uma investigação bem robusta, com muitas páginas e dezenas de pessoas ouvidas — afirmou o delegado.
Equipes do Corpo de Bombeiros e do Exército Brasileiro realizam varreduras em áreas de mata e em pontos alagados da região. Cães farejadores atuam às margens do rio Mearim, na tentativa de localizar qualquer vestígio que possa indicar o paradeiro das crianças. O inquérito do caso já ultrapassa 200 páginas.
— Temos a reconstrução do trajeto do carroceiro, desde o local onde ele foi localizado até a entrega no povoado, além da reconstrução do local onde as crianças estiveram juntas pela última vez, com a participação, inclusive, de um menor, após autorização judicial — disse o delegado.
A Polícia Civil reúne os relatórios de todas as forças que atuaram nas buscas. O delegado reforçou que ainda faltam pistas e que a conclusão só será possível após esgotar todas as possibilidades.
Entenda o desaparecimento das crianças no Maranhão
O tio das crianças, José Henrique Cardoso Reis, contou que viu as crianças juntas por volta das 13h30min do dia 4 de janeiro e pediu para que elas voltassem para casa. Foi por volta das 16h que a avó as chamou, mas ninguém respondeu. O avô, José Reis, disse que é comum elas irem até as casas vizinhas, já que a comunidade é pequena, com cerca de 250 moradores, mas rapidamente perceberam que não era esse o caso.
Os moradores, então, entraram na mata para procurar pelas crianças, com os Bombeiros do Pará e do Ceará, Exército, Marinha e voluntários se juntando às buscas, com o auxílio de cães farejadores. Três dias depois, o primo delas, que também era considerado desaparecido, foi encontrado por um carroceiro que colhia palha. Ele estava sem roupas, com cerca de 10 quilos a menos, e foi levado imediatamente ao hospital.
O menino disse à polícia que tentou chegar até um pé de maracujá e que foi mandado de volta pelo tio, mas resolveu entrar na mata pelo lado contrário para não ser visto. Entretanto, acabou se perdendo dos primos. Segundo a Polícia Civil, ele não sofreu violência sexual.
Cães farejadores que integram a força-tarefa de busca pelas crianças indicam que elas estiveram em uma casa abandonada próxima a uma região do rio Mearim. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP).
