Ex-vereador Júnior do Mojó de Paço do Lumiar está foragido após condenação da Justiça
A Justiça do Maranhão considera foragido o ex-vereador de Paço do Lumiar, Edson Arouche Júnior, conhecido como “Júnior do Mojó”. A ordem de prisão definitiva foi expedida pela 2ª Vara Criminal de São José de Ribamar após o trânsito em julgado de processo que o condenou a 9 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado, além do pagamento de 159 dias-multa, pelos crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso e falsidade ideológica.
O processo que originou o atual mandado teve início em 2012, fruto de apurações sobre fraudes em negócios imobiliários envolvendo o ex-parlamentar e o corretor Elias Orlando Nunes Filho. Inicialmente fixada em 11 anos, a pena foi reformulada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão com o reconhecimento da prescrição do crime de estelionato, mantendo-se as sanções relativas às falsificações.
Em março de 2026, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça rejeitou por unanimidade o recurso da defesa, culminando na certificação do trânsito em julgado e na determinação de recolhimento emitida pela juíza Ana Gabriela Costa Everton.
Condenado já esteve foragido
Esta não é a primeira ocasião em que o ex-vereador é procurado pelas autoridades jurídicas. Em setembro de 2012, após estar foragido desde outubro de 2011 sob a acusação de envolvimento como mandante do homicídio do empresário Marggion Andrade — crime motivado por disputas relativas a terrenos com documentações adulteradas —, ele foi localizado e detido na cidade de São Paulo acompanhado de sua esposa, Mary Janne Ferreira Gomes.
No âmbito político, Júnior do Mojó foi eleito vereador em Paço do Lumiar no pleito de 2008, vindo a ser afastado do cargo no início de 2012 e renunciando ao mandato no mês subsequente. Ele mantém ligação política com o deputado federal Josimar Maranhãozinho, presidente estadual do Partido Liberal (PL), legenda pela qual sua esposa, a atual vereadora Mary do Mojó, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados com repasse de R$ 1,3 milhão do fundo partidário nas eleições.
A ação penal referente ao homicídio do empresário segue sem julgamento por júri popular devido a recursos interpostos pela defesa.
