A França identificou, nesta semana, mais uma variante do novo coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde francês, a cepa, chamada de Clade 20C, foi encontrada em oito pacientes no Centro Hospitalar Pierre-le-Damany, em Lannion, que fica na Bretanha, no noroeste da França. as informações são da UOL.

De acordo com autoridades francesas, as análises iniciais da Clade 20C ainda não permitem saber se ela apresenta mais riscos ou se é mais contagiosa do que as demais. “Investigações aprofundadas estão em andamento para entender melhor essa variante e seu impacto. Também serão realizados experimentos para determinar como ela reage à vacinação e aos anticorpos de infecções anteriores”, diz o ministério da Saúde do país.

O órgão informa que, como precaução, as autoridades locais devem intensificar as medidas para conter a transmissão do novo coronavírus. Entre as ações a serem adotadas estão a aceleração da vacinação, o reforço da importância de medidas de precaução e a limitação de reuniões.

Variantes e vacinas contra a Covid-19

O surgimento de variantes do novo coronavírus levanta dúvidas a respeito da eficácia das vacinas já desenvolvidas, como a CoronaVac e a Covishield, disponíveis para uso no Brasil. Muitos centros têm procurado estudar o real impacto dos imunizantes nas novas cepas.

Um deles, feito pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca, por exemplo, aponta que a Covishield funciona contra a variante P.1, originada em Manaus. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, por sua vez, afirma que provavelmente será necessário atualizar a CoronaVac, produzida pelo instituto em parceria com a Sinovac, para dar sequência à vacinação.

Já a Pfizer e a Moderna buscam se antecipar para resolver o desafio das variantes do novo coronavírus. As fabricantes desenvolveram algumas vacinas atualizadas e já começaram a testá-las.

Para agilizar o processo, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) deve autorizar pequenos ensaios clínicos para testar doses de reforço contra variantes do novo coronavírus. Isso é mais viável do que fazer testes grandes, com milhares de voluntários.