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São Luís

Ministério Público do Maranhão quer retirar estátua da Havan por poluição visual em São Luís

Redação

Ministério Público do Maranhão quer retirar estátua da Havan por poluição visual em São Luís

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) entrou com uma ação civil pública para contestar a instalação de uma réplica da Estátua da Liberdade em uma loja da Havan na capital, São Luís. Conforme o MP, a estrutura representa “poluição visual” e viola normas urbanísticas e ambientais, sendo considerada um “engenho publicitário extraordinário” sem a devida licença. A estátua possui 35 metros de altura.

A ação foi registrada em 3 de abril. O MP solicita que a Havan inicie, em um prazo de 30 dias, o processo de licenciamento específico para “engenhos publicitários de caráter extraordinário” e que o município de São Luís trate o pedido de licenciamento com prioridade, incluindo a formação de uma comissão para “análise de interferência”.

O promotor Cláudio Rebêlo, da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de São Luís, afirmou que a ação foi motivada por uma representação formalizada em agosto de 2021 pelo Coletivo #AquiNão.

Durante o processo, a Havan alegou que a estátua faz parte de sua identidade visual, instalada em propriedade privada, e que não causa poluição visual ou desproporcionalidade, já que o empreendimento possui alvará de construção válido. No entanto, o Ministério Público rebateu a alegação da Havan. Um laudo técnico do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) classificou o monumento como um “totem autoportante fixo estático de caráter extraordinário” com fins publicitários, já que é símbolo comercial da loja.

“Após exaurir a fase de apuração e diante da resistência da empresa em se adequar à legislação e da omissão do Município em exercer seu poder de polícia, o Ministério Público concluiu que a intervenção judicial é a única alternativa para proteger o interesse difuso da coletividade”, ressaltou o promotor de Justiça.

PEDIDOS

O MPMA solicitou que a Justiça, em caráter liminar, exija que a Havan inicie, em 30 dias, o processo de licenciamento específico para “engenhos publicitários de caráter extraordinário” e que o município de São Luís priorize a análise do pedido de licenciamento, incluindo a formação de uma comissão para “análise de interferência”.

O órgão também pediu que a Justiça determine a conclusão do processo administrativo e a emissão da decisão final no prazo máximo de 90 dias, sob pena de multa diária.

O Ministério Público solicitou que, ao final do processo, a empresa e o município sejam obrigados a remover a estrutura, caso a licença seja negada ou a empresa não regularize a situação conforme a legislação municipal.

Também foi solicitado que a empresa e o Município paguem indenização por dano moral coletivo, a ser revertida ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD).

A Havan ainda não se pronunciou. O espaço permanece aberto para manifestações.