Vereador do Maranhão é acusado de encomendar homicídio por R$ 100 mil e acaba preso no Piauí
O vereador de Timon, Luís Carlos da Silva Sá, conhecido como Kaká do Frigo Sá (Agir), foi preso na sexta-feira (29) durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-343, em Campo Maior. A informação foi confirmada pela defesa do parlamentar.
Kaká do Frigo Sá é acusado, juntamente com o irmão Gildásio Sá e o primo Gilfran Sá, de mandar matar Antônio de Pádua Cunha Santos, em janeiro de 2023, no povoado São Severino, zona rural de Matões (MA).
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime teria sido executado mediante o pagamento de R$ 100 mil a pistoleiros. Ao todo, seis pessoas respondem ao processo, sendo os três familiares apontados como mandantes do homicídio qualificado.
Segundo o advogado Hyldemburgue Cavalcante, o vereador permanecerá custodiado em Timon, já que o processo tramita na Justiça do Maranhão.
O advogado informou ainda que o desembargador José Nilo Ribeiro Filho, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), negou pedido de liminar em habeas corpus que buscava autorizar a participação do vereador, por videoconferência, na audiência de instrução do processo. A audiência está marcada para o dia 9 de junho. Até a prisão, o parlamentar era considerado foragido da Justiça.
Justiça manteve prisão preventiva
A defesa de Kaká do Frigo Sá havia pedido um habeas corpus e alegou que não havia fatos recentes que justificassem a manutenção da prisão preventiva. Os advogados também afirmaram que o vereador colaborou com as investigações e permaneceu em liberdade durante o andamento do inquérito.
Apesar dos argumentos da defesa, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu manter a prisão preventiva.
Segundo o entendimento do colegiado, a prisão deve ser mantida porque ainda haveria risco para o andamento do processo. A decisão também levou em conta a gravidade dos fatos investigados.
A decisão também revogou uma liminar anterior que havia substituído a prisão por medidas cautelares. Até então, o parlamentar respondia ao processo em liberdade, desde que cumprisse as determinações da Justiça.
Entenda o caso
Luís Carlos da Silva Sá é réu em uma ação penal que apura o assassinato de Antônio de Pádua Cunha Santos, ocorrido em janeiro de 2023.
Além do parlamentar, também respondem à ação o irmão dele, Gildásio da Silva Sá, o sobrinho Gilfran Sá da Silva, e outros três acusados. Eles respondem por homicídio qualificado, por motivo torpe e uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Maranhão, os acusados teriam planejado o crime porque acreditavam que Antônio de Pádua tinha participação na morte de um familiar da família Sá, identificado como Antônio Carlos Gomes de Abreu, conhecido como “Carlinhos”.
Ainda segundo a acusação, teria sido oferecida a quantia de R$ 100 mil para a execução do homicídio.
